12 de ago de 2011

Cigarros ou soldados



Em fila, alinhados e aprumados. Todos bem passados. Prensados e oprimidos em sacos coloridos ou camuflados. Passam de um lado para outro. Mas sempre cigarros.

Na guerra, bravamente lutam. Fogo e fumaça. Agitação. Sobem e descem. São balaçados sempre a descontento. Simplesmente alguém o segura, aperta, bate. Todos soldados.

Tortos e fracos, como carcamanos carcumidos e imundos. Agora em deleito. O forte cheiro de podre ao tempo. O próximo será posto ao lado, mas virá. Mais um cigarro.

Após a luta, seu manto vazio dobrado. Recolho e amasso, jogo fora outro maço. Apenas soltados

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